#GPM NO ATACAMA: HOSPEDAGENS EM SAN PEDRO/UYUNI TOUR

Como vocês viram ao longo de todos os posts dessa série (clique aqui e veja os demais), a viagem Atacama/Uyuni é super diferentona. Paisagens lindas, passeios incríveis que parecem que te levam à Marte… mas como tudo, tem um preço: ou é pago muito caro pelo conforto, ou paga-se com ele. Vamos explorar as nossas escolhas?

SAN PEDRO DE ATACAMA

Eco Lodge El Andinista

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Foto: arquivo pessoal

Pontos fortes: staff super disponível e simpático, privacidade, decoração, conforto e um café da manhã ultra especial com direito a pão feito na hora.

Pontos fracos: o wifi é compartilhado na cozinha externa (não chega até os quartos mais distantes – o nosso), o teto pode dar um certo medinho àqueles que não curtem insetos (nenhum animal lá é perigoso), não há restaurantes/mercados nas proximidades e é preciso pagar em dinheiro.

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Foto: arquivo pessoal

Sim, foi um baita choque chegar lá, à noite, e ver as casinhas de barro nos aguardando no meio do mato. Mas foi só entrarmos no quarto para ficar EXTREMAMENTE animada. O lugar é diferentásso e super charmoso, romântico. Super privado e exclusivo, é possível curtir o céu mega estrelado à noite deitado na rede, tomar banho quentinho com sabonetes/shampoos de ótima qualidade e recuperar o sono em uma cama macia e gostosa.

Por ser eco, a pegada sustentável é forte e tem que cuidar para não ficar muito tempo no banho gastando água. O aquecimento é solar e funciona super bem, não tivemos problema nenhum e foi a melhor estadia da viagem sem comparação.

Há alguns inconvenientes, mas vale muito a pena se tu curte algo mais rústico (senão, nem recomendo fazer a viagem). Nota dez pro staff que, apesar de não ter front desk, é super solícito e, fora todas as recomendações, nos livrou de vários perrengues e ainda me emprestou botas pessoais para que eu curtisse melhor o passeio aos Geisers (leia aqui).

Don Raúl

Pontos fortes: localização, restaurante, wifi.

Pontos fracos: o quarto é pequeno (ficamos no duplo).

Ficamos no Don Raúl após o Uyuni tour, ou seja, foi o paraíso – vocês podem fazer a comparação logo abaixo. Nada como tomar um banho quentinho com calma depois de toda aquela sujeira… O problema foi espaço para abrirmos as malas, mas nada que a gente não desse um jeito. O restaurante do hotel é maravilhoso (clique aqui para ler mais). Foi uma escolha bem pragmática e de última hora: reservamos em Uyuni após mudarmos nossos planos – e aí nossa escolha ficou bem limitada. Demos preferência à localização e custo-benefício.

UYUNI TOUR

Que fique claro, desde o início, que aqui definitivamente não falaremos de hotéis luxuosos. A palavra correta para o contexto é: refúgios – um abrigo para passar a noite entre dias de aventura. Pelo preço pago no pacote, o banheiro será compartilhado com todos que lá estiverem e o quarto, com o pessoal do teu carro ou parte dele. É possível, em alguns deles, pagar pela privacidade do quarto/banheiro, mas só tem-se a garantia (e é feito o pagamento) na hora.

Importante dizer que: 1) existe mais de um refúgio por área e, embora haja preferências, nenhum deles vai ser muito diferente em termos de qualidade. Quem define é o guia e a disponibilidades, já que todos os grupos precisam dormir na mesma zona e a ordem de chegada acaba sendo determinante. Não há a opção qualidade, então arranja o teu saquinho de dormir (bem quente!), não esquece o papel higiênico/álcool gel e abraça a causa!

Day 1: o temido refúgio

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Foto: arquivo pessoal

Pontos fortes: pessoal amigável, comida estava boa, colchões melhorzinhos, sensação mais caseira, o mais limpinho de todos, vendinha ao lado.

Pontos fracos: apenas dois banheiros a serem compartilhados (vai enquanto o pessoal estiver jantando e antes de todo mundo acordar, depois fica bem fedido), água gelada, sem energia elétrica.

Para mim, foi o mais tranquilo e quando eu dormi bem. Os outros reclamaram um pouco, mas não entendi. Quando a gente vê do carro, pensa: “no way que eu vou dormir aí”, mas é frescura. Não tem sinal de civilização lá perto, é uma experiência louca, mas me senti super segura apesar de não poder trancar a porta do quarto.

A dica aqui é: fica atento para conseguir um espaço na tomada que é compartilhada: a eletricidade funciona por apenas uma hora.

Day 2: Hotel de sal

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Foto: arquivo pessoal

Pontos fortes: quarto individual sem despesa extra, banho morno (é preciso pagar – uma merreca), a possibilidade de explorar o cemitério nas redondezas, mais banheiros, tomadas.

Pontos fracos: deu nojinho, a janta foi basicamente batata frita, o pessoal não foi muito amigável.

Preciso confessar que aguardava ansiosamente pelo tal. Que decepção! Não só foi mega agoniante ficar com os pés cheios de sal (que mais parece areia), como eu fiquei mega enojada com a cama – não queria de jeito nenhum tocar na coberta.

Day 3: pesadelo completo

Pontos fortes: possível solicitar quarto e banheiro privados (em torno de R$100), banho quente, área comum separada.

Pontos fracos: MUITO sujo, colchões terríveis, sensação de não estar segura.

Ainda bem que ficamos lá na última noite, senão teria sido difícil de encarar o resto da viagem. Foi um pesadelo completo, as camas tinham cheio de urina e eu tenho certeza que os lençóis não tinham sido lavados. As camas eram terríveis e tive a pior noite de toda a viagem.


Pessoal, não preciso dizer que tem muito perrengue vindo por aí, né? Então fiquem de olho que o tornado tá chegando. Semana que vem tem mais!

Não deixem de nos seguir no Insta (@guriaspelomundo), estamos sempre visitando algum lugar no Instastories (até a metade de julho estamos te levando pra conhecer a Alemanha, Lithuania e França). Vem te aventurar com a gente!

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