#GPM NO ATACAMA: VALLE DE LA LUNA

Este é o quarto post da série Atacama/Uyuni. Para ler os demais, clique aqui e acesse o índice com todos os posts já publicados.

Nosso primeiro dia em San Pedro de Atacama começou bem: acordamos cedo (embora ainda não soubéssemos que 8:30 era SUPER tarde) para aproveitar o café da manhã do hotel. E que café! Quem nos acompanhou pelo InstaStories viu que delícia que estava. Mas se tu ainda não nos segue (por quê?! Corre lá: @guriaspelomundo), vou te dar uma palhinha:

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Barriguinhas e almas alimentadas, voltamos pro quarto pra nos arrumar com calma e organizar nossas coisas. Um dia lindo nos esperava!

Nosso plano era ir ao centro, se familiarizar com a cidade e pesquisar as agências para escolher com qual iríamos fazer a travessia a Uyuni (tem mais informações no post de dicas gerais, é só clicar aqui pra ler). E foi bem assim, com o detalhe que eu parei a cada cinco minutos pra tirar alguma foto. Lá é tudo muito diferente do que eu já tinha visto e quis mostrar tudinho no stories pra vocês.

Não foi muito difícil chegar na Caracoles, a rua principal, mas fomos bombardeados de informações: é agência que não acaba mais, todas com aparentemente as mesmas opções. Nós queríamos fazer o tour astronômico, um passeio para observar as estrelas, mas por falta de organização não tínhamos agendado e já estava lotado.

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Como eu já comentei em outro post, a maioria dos tours sai em torno de 4-5 da manhã, ou seja, ficamos com pouca opção para a parte da tarde. Mas no geral fiquei bem contente com a nossa decisão: aproveitamos bem o dia, exploramos os restaurantes e cafés, conversamos com várias agências e assim os dias seguintes da viagem puderam ser melhor usufruídos.

Enquanto o meu namorado entrevistava os guias sobre Uyuni, eu dei uma escapadinha e fui conferir uma loja linda de acessórios. Lá tem muito artesanato e em muitas lojas eles são bem parecidos, mas encontrei esse cantinho especial que deu vontade de comprar tudo – ainda bem que não cabia no bolso e tive que me contentar com um presente pra minha mãe! Lembram do post sobre presentes? Então, aqui vocês tão vendo como funciona na prática: voltei da viagem já com um super mimo exclusivo e escolhido com muito amor pro dia das mães com quase dois meses de antecedência. Fica a dica: lá vale a pena comprar Lápis-lazúli, é uma pedra super difícil de achar e lá tem bastante. Eu sei porque procurei muito aqui no Brasil, é a pedra do meu curso.

Mas enfim, a melhor alternativa que encontramos para o restante do dia foi um rápido almoço e o passeio ao Valle de la Luna e Valle de la Muerte. Aproveitamos também e fechamos, com uma outra agência, o passeio do dia seguinte, nos Geysers del Tatio.

Vale dizer que poucas agências incluem o Valle de la Muerte. Pensamos que o preço compensava um destino a mais (2.000 pesos chilenos por pessoa em comparação ao menor valor do mercado). Fechamos com uma agência Latchir Expediciones mas fomos junto com várias outras agências: ou seja, vai pelo menor preço e não te estressa tanto. O valor total do passeio foi 10.000 pesos por pessoa + 2.000 pesos pelo ingresso.

O passeio foi uma delícia, apesar de ter atrasado. O caminho até lá é longuinho e balança bastante (cuidado pra não comer nada muito pesado antes), mas vale super a pena. O trajeto varia, pode começar por uma ou outra atração, mas normalmente inclui as Três Marias, um passeio na Duna Mayor/Anfiteatro, as cavernas de sal e o pôr-do-sol no mirador.

Ah, preparem-se para disputar espaço para fotos: é lotado de gente e todo mundo quer os mesmos lugares. A maioria está ali com o mesmo objetivo, então é preciso ter paciência, mas sempre tem aqueles que querem fazer um book e não sabem compartilhar. Se assim for, não tenha vergonha: peça licença, o tempo é curto para todos e a gente tem que saber dividir. Tudo pode ser resolvido quando a gente fala com jeitinho!

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As vans sempre param, antes de qualquer coisa, em um pequeno refúgio onde é preciso comprar o ingresso para o parque. Aqui é o momento pra ir no banheiro e comprar água/comida caso tu não venhas preparado. No deserto é importantíssimo se hidratar o tempo inteiro.

Depois da parada, a gente já começa a ter uma noção do que vem pela frente: a paisagem já é de arrepiar e o motorista normalmente vai dando as explicações apesar de nem sempre ser tão fácil de entender. O nosso falou em espanhol e inglês.

As Três Marias são nada mais que formações rochosas que remetem à figura de Maria. Se é preciso bastante imaginação pra ver a semelhança, o dinossauro ao lado das Marias é bem acessível e quebra o clima. Independente de qualquer coisa, é impressionante porque fica no meio do nada e, apesar de serem naturais, tem um quê artístico.

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O segundo ponto foram as dunas, onde caminhamos bastante e fomos compensados com um super visual. No entanto, tivemos um pouco de pressa porque – sim, acreditem – o temporal estava chegando e seria perigoso ficar por lá. Pegamos um pouquinho de chuva, mas não foi nada tão terrível.

Quanto às cavernas, apenas uma é permitida para a visitação. É um trajeto relativamente longo, mas super interessante. O caminho é bem estreito, as paredes rochosas são altas e cobertas por minerais cristalizados e sal. Chega uma hora que ela fecha total e não é possível ver luz alguma… Eu, claustrofóbica que sou, optei por não ir até o fim e estragar o restante do dia, mas aproveitei bastante enquanto ela tinha abertura no topo. Pra vocês que sofrem com o mesmo problema: não temam, vão até onde sentirem-se confortáveis e depois dêem meia-volta. Aos mais corajosos, tenham lanterna ou o celular na mão, é escuro mesmo! Na saída, me contaram que a vista é linda e que rola uma bela caminhadinha para retornar.

Paramos então por uns dez minutos no que entendemos ser o Valle de la Muerte, mas não ficou bem claro. De qualquer forma, foi lindo. A recomendação aqui é ter um casaco a mais e uma manta, o vento é forte e gelado. Foi aqui também que o sol começou a baixar.

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Nossa última parada naquela noite foi para, enfim, ver o pôr-do-sol. Tire as fotos enquanto ainda houver um pouco de luz, depois a tarefa é bem mais complicada!

Voltamos pra casa exaustos, lá pelas 20:00 horas e fomos direto jantar porque no outro dia precisávamos acordar cedo: a agência ia nos buscar as 4:30 da manhã. Ainda tivemos que voltar pra casa caminhando, no escuro total e loucos de frio. Graças a chuva, o rio inundou e… por essa história vocês vão ter que esperar pelo post de perrengues. E que perrengues!!!

Sei que é muita informação, então ficam aqui as dicas principais do post:

  • Agendar ainda em casa o tour astronômico;
  • Não dormir até muito tarde para ir se habituando para os dias seguintes;
  • Tomar um bom café da manhã no primeiro dia – as oportunidades no restante da viagem serão raras;
  • Aproveitar o dia para se familiarizar com a cidade, conhecer a cidade e fazer um levantamento dos lugares/passeios que mais chamam a atenção;
  • Caso queira fazer um passeio à tarde ou à noite, buscar logo as possibilidades;
  • Agendar o passeio do dia seguinte: eles começam ainda de madrugada e te buscam no hotel;
  • Solicitar um guia que fale um idioma viável para ti (espanhol, inglês, espanhol e francês são os principais);
  • Os passeios são bem diferentes e em alguns casos, podem ser mais ansiogênicos (aqui falamos das cavernas) ou requerer certa resistência física. Esclareça suas dúvidas e vá até onde seu corpo/emocional permitirem, a viagem é cheia de possibilidades e tu não vais querer estragá-la no início.
  • Levar nos passeios: água, uma barrinha de cereal, papel higiênico, máquina fotográfica, boné/chapéu, casaco contra o vento e uma manta.
  • Hidratação, hidratação, hidratação;
  • Comer bem mas nada muito pesado;
  • Andar com tranquilidade para evitar sintomas devidos à altitude;
  • Passar protetor solar com alto fator de proteção;
  • Ter jogo de cintura e ser pragmático na hora de tirar fotos nos passeios: o tempo é curto para todos;
  • Fotos no pôr-do-sol: tirar as fotos assim que chegarem. Quando o sol começa a baixar, elas ficam muito escuro;
  • Ir para a cama cedo e descansar bem para o dia seguinte, que começará muito provavelmente enquanto ainda estiver escuro.

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